Produtores americanos seguram venda de milho para impedir queda de preços.
Temendo que as cotações do milho futuro caiam para abaixo dos US$ 3 o bushel, produtores americanos estão adiando a venda de seu produto, informou a agência de notícias Bloomberg. Depois que os preços caíram para US$ 3,50 o bushel, diversos produtores já tiveram seus lucros prejudicados, disse Kevin Rempp, do Conselho de Promoção do Milho de Iowa.
“Eu mesmo deixarei de vender dois terços do meu milho até março”, afirmou Rempp, cuja família produz milho em uma área de 243 hectares. O estado de Iowa, EUA, produz uma média de 56 milhões de toneladas do grão anualmente. Ainda de acordo com a Bloomberg, a produção de milho nos EUA provavelmente irá chegar a 13,01 bilhões de bushels e pode atingir o recorde de 13,304 bilhões se as condições do clima seguirem o padrão anual, de acordo com a consultoria “Informa Economics Inc.”. Já o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) está prevendo uma safra de 12,761 bilhões.
Um aumento nos preços do petróleo deve ajudar a aumentar o preço do milho usado para a produção de etanol, informou John Baize, presidente da John Baize C. & Associates, consultor agrícola da Associação Americana de Soja.
“O milho deve subir para US$ 211,79 a tonelada quando o barril de petróleo for negociado a US$ 80”, disse Baize. Entre um quarto e um terço da safra americana de milho é usada na produção de etanol, de acordo com Rempp.
Recorde de soja e de milho
De acordo com a agência Reuters, os produtores americanos estão confiantes de uma safra recorde tanto de milho quanto de soja. Dadas as condições favoráveis do clima, grande parte dos analistas atualizou suas previsões de safra para volumes recordes, acima das projeções do USDA.
Geada
Uma palavra ainda pode virar o mercado – geadas. Analistas entrevistados pela Reuters ainda estimam que em torno de 15 milhões de acres de milho dos estados ao norte do meio-oeste americano não estarão prontos até 1º de outubro, quando acontece a primeira geada do ano na região. A soja, que foi plantada depois do milho, também corre certo risco. No momento, segundo os meteorologistas, o clima está ideal para uma geada precoce.
Fernanda Bellei
Fonte: Notícias Agrícolas
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